Viajando para os Estados Unidos

Luiza Curzel - Embaixadora Mascote.net

A Teani já contou um pouco sobre como foi a experiência dela para levar a Dag para a Europa. Hoje eu vim falar como foi a experiência de levar o Cusco para os Estados Unidos.

Ano passado, o Victor e eu decidimos passar 3 meses na Califórnia e, obviamente, não iríamos deixar o Cusco fora dessa; então começamos a pesquisar os requisitos para levá-lo conosco.

Documentos necessários:

Comparando com os requisitos da Europa, achei os dos EUA bem mais tranquilos. O cachorro não precisa ter microchip e a sorologia anti-rábica e a quarentena não são necessárias.

Nota importante: o Hawaii e o território de Guam têm critérios de quarentena locais, então não se adequam às mesmas regras do restante do país.

Basicamente, os EUA exigem que o cãozinho esteja saudável e com o vermífugo, o antipulgas e a vacina anti-rábica em dia – esta última feita pelo menos 30 dias antes de entrar no país. Bem mais simples, né?

Como a vacina anti-rábica é exigida, cachorros com menos de quatro meses não podem entrar nos EUA, já que nos primeiros três meses não é dada nenhuma vacina.

Essas informações estão disponíveis no site do Ministério da Agricultura.

Com esses requisitos em dia, é só marcar uma consulta no veterinário para pegar um atestado de saúde, e depois marcar um horário no Vigiagro para solicitar o CZI. O atestado tem que ser de no máximo cinco dias antes do embarque e, por consequência, o CZI também.

Nossa viagem estava marcada para o dia 13 de outubro e marcamos o horário no Vigiagro para o dia 10 do mesmo mês. Aqui em Floripa foi bem tranquilo marcar horário, o Vigiagro fica no aeroporto.

Na data combinada, comparecemos ao local com o Cusco e os seguintes documentos:

  • Requerimento para solicitar o CZI já preenchido (disponível aqui)
  • Atestado de saúde preenchido pelo veterinário até 5 dias antes do embarque (modelo disponível aqui)
  • Carteira de vacinação do Cusco (cópia e original).

O atendimento no Vigiagro foi super tranquilo, saímos de lá com o CZI em mãos e nos sentindo mais leves, prontos para começar a curtir o clima pré-viagem!

Escolhendo a companhia aérea

Como moramos em Floripa e não existe voo direto do Brasil para São Francisco, nossa viagem teria no mínimo três voos diferentes. Quando estávamos escolhendo as passagens, vimos que a maioria das companhias aéreas que fazem o trecho internacional aceitam pets. Até aí tudo ótimo, já que nunca tivemos problemas viajando com o Cusco em trechos nacionais e as companhias aéreas americanas pareciam estar acostumadas a fazer trechos com mascotes a bordo.

Por uma preferência de horários e preço das passagens, escolhemos um combo de vôos em que o trecho nacional (Floripa – Guarulhos) seria feito pela Avianca e os trechos Guarulhos – Chicago e Chicago – São Francisco seria pela United.

Após a compra da passagem já entrei em contato com as companhias para agendar o lugar do Cusco. Como os voos tem número máximo de pets na cabine, é bom reservar o lugar logo. Liguei primeiro para a Avianca, pois seria o primeiro vôo que iríamos embarcar e eles me informaram que eu teria primeiro que fazer a reserva na United e depois com eles. Liguei para a United e reservei lugar do Cusco nos dois trechos da companhia.

Ao ligar para a Avianca de novo para reservar lugar do Cusco no trecho Florianópolis – Guarulhos fui informada que quando o voo faz parte de uma compra que tem um trecho internacional envolvido, eles não transportam pets. Até hoje estou tentando entender o por quê. Se alguém souber, me avisa!

Confesso que nessa hora fiquei desapontada com a empresa por não terem avisado isso na primeira ligação, antes mesmo de reservar o lugar para o Cusco na United.

Resolvi ligar para outras companhias aéreas. A Gol me informou que também não transporta pets quando o trecho operado por eles fizer parte de uma viagem com destino internacional feito por outra companhia.

Quem me salvou foi a LATAM (Amém!)! Eles falaram que faziam o transporte do pet, desde que os documentos estivessem ok.

 Latam salvadora!

O jeito foi comprar novas passagens e cancelar as antigas – por isso também é bom reservar o lugar do pet logo, caso surja algum problema dá pra cancelar e receber o reembolso integral. Finalmente, com as passagens novas foi muito tranquilo reservar o lugar do Cusco em todos os voos!

Viagem e caixa de transporte

Na primeira viagem de avião que fizemos com o Cusco, compramos essa caixa de transporte que utilizamos na viagem à São Francisco. A maioria das caixas que achávamos em pet shop eram rígidas e não se adequavam ao tamanho exigido pelas companhias aéreas (altura: 22cm, largura: 32cm e profundidade: 43cm). Nosso problema era sempre com a altura. A solução foi utilizar essa casinha flexível, que poderia se adequar ao espaço embaixo da poltrona do avião. Além disso, ela é bem leve (o peso máximo permitido na cabine para o pet + casinha é de 10kg) e é super prática pois tem uma alça que a permite carregar no ombro. Inclusive, chegando em São Francisco um moço perguntou onde a tínhamos comprado.

Praticamente uma toca! <3

Um ponto que facilitou a viagem foi o Cusco estar habituado com a casinha dele. Desde que a compramos, é onde ele dorme todos os dias, então já está bem familiarizado. Durante o tempo que ficamos nos aeroportos ele ficava super tranquilo dentro da casinha e achamos que no vôo seria a mesma coisa – doce engano! Apesar de estarmos dando floral para ele há alguns dias antes da viagem, quando o colocávamos na casinha embaixo do banco e o avião decolava, ele ficava raspando a tela enlouquecidamente. Como tirar o pet da caixa de transporte durante o voo é proibido e, ficar ouvindo ele raspar a tela da casinha o tempo todo dava um aperto, o jeito foi, assim que o sinal de afivelar os cintos apagasse, pegar a casinha dele e por no nosso colo. Enquanto ele estava pertinho da gente ele ficava bem calmo e tranquilo. Confesso que já fizemos viagem bem mais confortáveis sem uma casa de cachorro no colo, mas fazer o quê?

 Bem inocentes felizes tirando a foto com a caminha no colo, mal sabendo que íamos viajar o tempo todo com ela assim! Tadinho do Cusco!

Quanto à xixi e cocô, durante nosso tempo em Guarulhos, ficamos o quanto pudemos fora da sala de embarque para conseguir levar ele num espaço aberto para fazer xixi e cocô. Atualmente, alguns poucos aeroportos do Brasil já estão se adaptando à realidade de mascotinhos viajantes e contam com espaços especiais destinados ao alívio dos nossos pequenos!

Em Washington (que acabou sendo nosso lugar de escala, depois da troca de passagens), achamos esse espaço pet dentro da área de embarque, onde o Cusco fez xixi e cocô.

 O chamado “Pet Relief Area”, no aeroporto de Washington.

Chegando nos EUA

Se passar pela imigração dos EUA já dá uma ansiedade, imagina com um cachorro! Eu e o Victor estávamos bem ansiosos, pensando nas possíveis perguntas, bolando respostas, etc.

Ao chegar na imigração o moço que nos atendeu foi muito simpático e não sei nem se chegou a notar o Cusco. Ficamos felizes e começamos a curtir nossa jornada na terra do Tio Sam!

Um pouquinho dos lugares por onde Cusco passeou nessa nossa estadia!
Nova York, e Stanford

Voltando para o Brasil

Para facilitar o processo burocrático da volta para o Brasil com o cãozinho, sugiro que façam o passaporte do pet ainda no Brasil. Pois, se fazer esse processo no Brasil já é meio chato e a gente fica perdido no meio de nomes estranhos (Vigiagro, CZI, etc), estando em outro país com uma língua diferente é bem mais complicado.

Nos EUA o processo é um pouco diferente. Ao invés de irmos ao Ministério da Agricultura com um atestado veterinário de no máximo 5 dias, temos que marcar um veterinário com um intervalo maior de tempo entre a consulta e a viagem – eu sugiro ir no veterinário 15 dias antes da viagem pra conversar com ele e entender como funciona o processo.

Apenas alguns veterinários são licenciados pelos Departamento de Agricultura (USDA) para dar o aval do governo que, comparando com nosso processo, seria a visita ao Vigiagro. Clique aqui para acessar a lista completa dos veterinários que podem dar esse aval.

Se você não estiver em alguma dessas cidades, e for inviável ir até elas para pegar a autorização, você terá que ir até o veterinário, pegar o atestado de saúde e enviar por correio para algum desses nomes. Portanto, é bom se organizar com tempo suficiente para esperar os documentos irem e voltarem a tempo da sua data de partida.

Você pode encontrar o procedimento bem detalhadinho no site do USDA.

Eu, infelizmente, me atrapalhei nesse processo todo, marquei o veterinário para uma sexta-feira, 4 dias antes do nosso retorno ao Brasil e, como não daria tempo para enviar a documentação pelo correio e receber de volta, tivemos que encaixar um voo para Los Angeles, para conseguir pegar a assinatura do USDA.

Espero que este texto ajude quem está planejando levar o cãozinho para os EUA. Qualquer dúvida é só deixar nos comentários que responderemos com o maior prazer! =)

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